9 de abr de 2017

Sobre a vida Universitária



 Esse ano parece estar passando muito rápido, talvez, principalmente devido ao fato de ter começado a minha vida universitária e, gente, quando falam que é difícil não estão brincando.

 Depois de um ano (ou mais, como no meu caso) estudando todos os dias, se estressando, chorando em cima de folhas e mais folhas de matérias que você jura que nunca mais quer ver na frente, calculando, dissertando e analisando, você finalmente consegue passar em algum vestibular porque, acredite, eventualmente você passa quando se dedica.
 No ano seguinte você, calouro, feliz e inocente, conhece esse novo mundo, com novas pessoas e método de ensino. O baque inicial não foi tão grande no meu caso, porém ele veio, e não demorou tanto quanto pensei que demoraria.
 São muitos trabalhos para entregar em um curto período de tempo, as exigências são muitas, você não consegue ter tempo para ler ou escrever o que quer, porque a lista das aulas parece ser infinita.
 As vezes, como ocorreu comigo, você se questiona se é isso que realmente quer fazer, mais ainda depois de sair de palestras que parecem só saber falar o quão difícil é o ramo que você escolheu, e, se você é uma pessoa cheia de problemas na cabeça, like me, você pode ficar em choque, repetindo para si mesmo: "mas eu realmente acho que só quero fazer isso, não tenho um plano B, e se nem nisso eu for boa o bastante, o que eu vou fazer? Porém, só estou no começo, por que não consigo ficar animada?".
 As vezes, você pode já ter um caminho imaginado, uma predileção no que escolheu, e ouvir todos os dias seus professores desvalorizando aquilo que você gosta. As vezes, você se depara com certa hipocrisia de seus mestres, infantilidade de seus colegas, e até um segundo conflito sobre quem você é, o que te faz lembrar que você é um jovem adulto, e não completo, e que a adolescência ainda tá com você, cismando em não querer te deixar sem paranoias, ou são traços da sua personalidade, mas a gente ainda é muito jovem pra poder dizer a diferença.

 É um pouco assustador. Saímos do ensino médio nos considerando algo que, desde o primeiro dia na universidade, vemos que ainda é só um esboço. Também, é um pedacinho do mundo real que vamos ter que enfrentar. Nunca fui muito boa em lidar comigo mesma, e talvez esse seja o momento a aprender a fazer isso,, e não entrar em pânico como costumava fazer, até porque, independentemente do que eu queira, eu vou ter que crescer e sair dessa bolha em que vivo.

 Apesar disso, ainda é uma experiência que vale a pena. Existem momentos em que precisamos nos sacrificar, nos colocar a prova, experimentar novas coisas, nos permitir mudar, Porque se tem uma coisa que aprendi nesses 4 meses de faculdade foi: eu não tenho certeza do que eu quero, mas sei o que eu definitivamente não quero pra minha vida, de resto, vou testando, ver no que dá, fazer o meu melhor, não ficar resistindo ao que vem e sim me adaptar.

"As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz".
— Caio F. Abreu.

Um comentário:

  1. Oiii, você está em qual curso?
    A faculdade é nosso pior pesadelo elevado a mil. Nem acredito que a gente queria sair da segurança do ensino médio pra ir para um lugar em que nos fazem acreditar que nunca seremos bons o bastante e que todo mundo é nosso concorrente.
    A faculdade é algo bom para nosso futuro, só que no presente só acaba com a nossa saúde mental
    Beijos
    http://lolamantovani.blogspot.com.br

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